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De uma loba sobrevivente


Sei lá

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Tô numa briga de foice com o cigarro e ...ele tá vencendo. Lula tá com cancer de laringe, eu tenho edema nas cordas vocais e não me importo. Sou auto-destrutiva de natureza. Meu monólogo aborto fala de mim. Li no blog de um cara que conheci na mostra de dramaturgia do ano passado, Paulo de Tharso, e achei um baita ator e que nem sabe que eu existo, coisas que falam de mim.

 

Não faço parte de nenhuma confraria. De nenhuma kaza de cultura. Nenhum zoológico urbano me tem em sua jaula. Não faço parte de nenhuma kasta, de nenhum partido. Não faço parte de nenhum círculo de leitura. De nenhuma organização não governamental. Não faço parte de nenhuma turma. Não tenho laços, não tenho pretensões literárias ou musikais. Não amo ninguém e naturalmente não tenho quem me ame. Não tenho posses nem patrimônios... tenho demônios. Não tenho ninguém para quem voltar e ninguém que volte para mim. Eu tenho muitos conhecidos, mas nenhum amigo. Digo bom dia, boa tarde e boa noite e me respondem no mesmo tom. Tenho a lua como parceira e não é toda noite que ela comparece. Tenho o sol como inimigo mortal e o mar como uma ameaça constante. O céu é meu telhado e convivo com um gato em minha kaza. Tenho algumas canções e nenhuma partitura. Não tenho nada! Não deixo filhos nem saudades. Não deixo herança nem maldades. Não tenho esperanças, só doenças. Minha matéria é a ontologia. Tem uns kanalhas que me enchem o saco, mas por serem uns kanalhas, saber isto me basta! Duda Leon; isto lhe kabe como máskara, velho covarde, cujo nome verdadeiro esconde sob esse pseudônimo ridículo! Fui expulso de todos os lugares porque sou inadaptável. Tive muitos amores e tantos desenganos, que perdi a conta. Envelhecer foi meu kastigo. Tornei-me triste, amargo e ressentido. Não ando com ninguém e ninguém anda comigo. Escrevi alguns romances que roubei por aí. Tenho arriskado um novo que provavelmente ninguém irá ler. Tenho vontade de não mais ser, porém, a covardia me obriga a permanecer. Tenho um irmão que não encontro jamais. Um velho pai que se preocupa demais, quando deveria descansar. Uma velha mãe que me lembra sempre da morte. Não tenho sorte. Kaminho sem vontade e sem vontade eu vou aos lugares que me restam. São poucos. Sou desastrado et mal à droit! Sou obrigado a trabalhar para sobreviver. Sou obrigado a viver. Rasguei a maioria de meus escritos e queimei muitas letras de canções. Um tributo a Saturno que devora seus próprios filhos.”


http://salvemofelix2.blog.uol.com.br/

 

A diferença é que tenho filhos que afastei e não mais pais, além de uma gata tenho dois cães, não sei quem é esse tal de Duda, mas tem um monte gente assim que conheço, não tive amores, e sim paixões, tive uma baita sorte a vida inteira que não soube como usar e nunca fui obrigada a trabalhar pra sobreviver e quero mais é que Saturno se exploda. De resto é tudo a mesma bosta. Tô tomando um porre, mas segunda-feira pretendo parar de fumar. Abandonar meu ÚNICO amigo que está comigo há 40 anos. Tá duro da pôrra!!!! Nem sei se quero! Sou uma suicida covarde. Agora vou abrir outra cerveja e picar batatas para maionese que nem sei se quero comer.

 



Escrito por Maria Cunha às 15h22
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